Me peguei tendo vontade de escrever um livro de novo há mais ou menos um mês. Eu já deixei tanta coisa pelo caminho que, quando me imagino terminando algo, parece até piada. Por isso que eu resolvi que ia anotando tudo, trocando idéias e lendo muito sobre o tema (não necessariamente nesta ordem), até ter os pés no chão e a certeza de que eu sei o que vou escrever desta vez. Já joguei no lixo tantas idéias boas que agora tomo todo o cuidado e cautela para evitar que tal maldade seja cometida novamente.
"Plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho”. Uma filosofia existencialista, derivada do medo do ser humano de ser esquecido. Parente muito próximo do medo e dúvida da nossa solidão no Universo. Algo muito parecido com o meu medo. O de esquecer as coisas.
Não que esquecer algo ruim seja grave, mas perder aquela lembrança de um passeio com os colegas para uma cidade distante, uma tarde tomando milk-shake, a primeira festa de aniversário divertida e até aquele dia que parecia que tudo ia dar errado. O medo é tão grande que decidi bolar uma forma de anotar tudo, para que quando minha memória falhasse, lá estaria o fato, descrito e guardado com segurança por aqueles que só falham ao fogo e traças.
Uma das minhas idéias era fazer um caderno. Cada página ia ter um nome, e ela eu ia anotar tudo que eu teria feito com aquela pessoa e o quão importante ela é/foi na minha vida. Bom, não deu muito certo assim como a minha falha terceira tentativa com diários.
Aí veio a idéia de fazer uma Planilha Excel, com várias páginas e colunas e classificações e... Bom, uma planilha não é lá a melhor coisa pra fazer anotações.
A última coisa que imaginei foi um programa de computador que gravaria tudo em telas de cadastro e eu poderia sempre acionar uma linha nova sem problemas, e poderia tirar relatórios perfeitíssimos com data de nascimento, onde o conheci, se estudamos juntos, qual seu picolé favorito... Pareceu tão policial que achei injusto fazer uma coisa dessas com boas lembranças. Ah é, a preguiça de programar algo assim colaborou com a desistência.
É muita bobeira, mas pra mim é preocupante demais. A dor do esquecimento. Talvez seja essa sensação triste que sinto quando imagino que um dia meus caminhos e o caminho deles me distanciem mais uma vez de pessoas que são importantes pra mim.
Antes que isso ocorra, gostaria de agradecer a todos aqueles amigos que fazem parte da minha vida, e que doaram um pouco das suas características para formar a pessoa que sou eu hoje. Àqueles amigos do jardim de infância, ensino fundamental e médio, do curso técnico e da faculdade. Todos que forem e foram importantes para mim. Obrigado. Eu amo vocês.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Memória
WeRF'd by Digo às 13:20 2 comentários
Assuntos: Amigos, Digo, Esquecimentos
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Bem amigos da Rede Globo! Err, é...Deixa pra lá.
Oi genteeee *.* Aqui é a Nane, a mocinha com um grande sorriso ali na foto...*turum pss - bateirista convidado de hoje: Aquiles Priester*
Hoje eu quero falar sobre uma coisa que todos nós já fizemos, esconder a verdade de nossos pais.
Por que eu escolhi justamente esse assunto? Porque eu sou expert nisso, oh yeah!
Mãe, se você estiver lendo isso, gostaria de informar que todo o conteúdo aqui existente não possui relação com os fatos ocorridos em minha própria vida, sendo portanto, mera coincidências. -NOT
Que atire a primeira pedra quem nunca teve que esconder uma coisinha, por mísera que fosse dos pais...
Lembra daquele brinquedo que você quebrou e era novo? E aí você escondeu durante muito tempo e quando lhe perguntavam você inventava alguma coisa do tipo 'O ursinho tá dormindo' ou 'Enjoei um pouco, depois vou brincar mais..' ?
Ou daquele dia em que você experimentou as delícias de matar aula para jogar videogame na casa de algum amigo?
Até mesmo nos dias atuais, quando bate aquela preguiça de ir à aula e você simplesmente fala 'hoje é palestra...'
Pois é, vocês vão todos para o INFERNOOOO (6) Brinks.
Enfim, uma mentira de vez em quando não faz mal algum!!!
Quando eu tinha 17 anos e era uma jovem destemida, eu não tinha dinheiro algum e meus pais não financiavam minhas dorgas (leia-se cosplay e eventos de anime), justo nessa época comecei a namorar um amigo que morava em SÃO PAULO. E detalhe básico: Só eu podia ir pra lá.
E lá vai Joanne roubando moedas do pai dela, deixando de comer para salvar dinheiro...Tudo para que todo mês pudesse ir para São Paulo por algum motivo estúpido, afinal de contas, meus pais não podiam saber.
Até que surgiu o dia dos namorados, 12 de junho de 2008, que foi cair justo num dia da semana. O que inventar para meus pais e COMO arranjar dinheiro para passagem E o presente? Dá-lhe Joanne sem comer.
No dia 12 de junho me deparei com a grande suma de 30 reais...E fui!
Falei para meus pais que ia no curso profissionalizante que eu fazia 8 horas da manhã na época e de lá eu ia direto pra faculdade...voltaria só à noite. E não é que deu certo?
Mas, meus queridos, façam as contas...Uma passagem de Sampa era R$18 na época, juntando com R$4,60 do metrô (ida e volta), sobravam R$7,40 para o presente, faltava minha passagem de volta!
O jeito foi pedir dinheiro emprestado com os amigos dele, e no semáforo \o/
Foi engraçado? Muitíssimo! Mas se eu pudesse voltar no tempo, talvez teria usado mais juízo, ou pelo menos informado meus pais de alguma coisa, né?
Ninguém nem desconfiou, depois desse dia me consagrei heroína!
Mas não recomendo pra ninguém, isso exige muita prática, coisa que poucos possuem.
Comece com mentiras de leve e vá evoluindo...Só não leve a mentira pra tudo, seus pais podem descobrir e perder a confiança com você!
Bom, espero que vocês tenham gostado da minha história de pessoa mentirosa.
Mãe, mais uma vez, é tudo mera coincidência! =P
Um abraço a todos ;*
Joanne
WeRF'd by JoJo às 14:06 3 comentários



